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08/06/2017 às 10:25:00

Planilha de propinas da JBS é encontrada pela PF e atinge coração do PMDB de MS

Redação

A Operação Lama Asfáltica encontrou as planilhas com supostos pagamentos de propina pela JBS antes da delação premiada do empresário Joesley Batista, que indicam o pagamento de R$ 34 milhões em propinas para políticos e para o PMDB no Mato Grosso do Sul. O valor teria sido pago pela empresa, centro do mais recente escândalo nacional.

Conforme reportagem da Folha de S. Paulo, um mês antes de estourar o escândalo da delação dos sócios da JBS, a Polícia Federal havia divulgado as planilhas com a relação dos supostos pagamentos. Em 2016, a PF havia localizado na casa de André Luiz Cance planilhas com datas, nomes e valores e cópias de três acordos assinados entre a JBS e o governo do Estado para concessão de benefícios fiscais. Os acordos eram assinados, na JBS, por Valdir Boni, que se tornou delator no acordo fechado com a PGR (Procuradoria Geral da República).

A PF entregou à Justiça Federal, no dia 19 de abril, uma análise sobre os papéis apreendidos. Uma auditoria feita nas planilhas pela CGU (Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União) apontou uma correspondência entre os benefícios obtidos pela JBS na área tributária e os valores anotados como pagamentos, à proporção de 20%.

As anotações indicam que R$ 5 milhões foram pagos ao "PMDB", R$ 9,2 milhões para as empreiteiras Ase e Proteco, de propriedade de João Amorim e mais R$ 2 milhões para a gráfica Alvorada, de propriedade de Mirched Jafar Junior, entre outros pagamentos.

As conclusões da PF na operação encontraram confirmação no conteúdo das delações da JBS e que vieram a público depois da investigação de MS. Em depoimento gravado em vídeo no acordo assinado com a PGR, um dos donos da JBS, Wesley Batista, afirmou que "o esquema" começou na época do governador e atual deputado Zeca do PT.

Em documento entregue à PGR, Valdir Boni, afirmou que a JBS pagou R$ 150 milhões como remuneração pelos decretos, tanto na gestão de Puccinelli quanto na do atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Em entrevista coletiva, Reinaldo Azambuja disse que doações feitas pela JBS foram declaradas à Justiça Eleitoral no diretório do PSDB, que repassou os recursos à sua campanha. Azambuja disse que, desde que tomou posse em 2015, mudou a política de incentivos fiscais e isso fez "dobrar" os recolhimentos da JBS em impostos.

Em nota, André Puccinelli negou com veemência as acusações, e chamou a história de “inverossímil”, devido aos valores. “É inverossímil a história de R$ 30 milhões mais R$ 60 milhões, pois tem de ver quanto os benefícios teriam reduzido de ICMS. Os ‘pseudo’ R$ 90 milhões não caberiam dentro da redução de ICMS dos incentivos . É só pegar os termos de acordo e somar”, afirmou.

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